Câncer de mama masculino: desafios e promessas da genética.


Todos os anos, temos campanhas oportunas para conscientizar as mulheres sobre a importância de prevenção e rastreamento dos cânceres de mama, ovário e útero, e para os homens sobre a prevenção do câncer de próstata. Contudo, nem sempre há espaço para falar sobre o câncer de mama masculino, cuja incidência aumenta a cada ano.

Embora ainda seja uma doença rara e pouco compreendida, estudos genéticos recentes revelaram diferenças fundamentais em relação ao câncer de mama feminino que podem ajudar a orientar as estratégias de tratamento em direção a uma abordagem mais personalizada. O câncer de mama masculino compreende menos de 1% de todos os cânceres nos homens e menos de 1% de todos os cânceres de mama. Para cada 100 a 200 pacientes do sexo feminino com câncer de mama, um homem é diagnosticado. Ele tende a se apresentar em pacientes mais velhos e geralmente é uma doença positiva para o receptor de estrogênio (ER), assim como nas mulheres. Em geral, os homens não têm conhecimento sobre o câncer de mama masculino e podem ignorar ou sentirem-se desconfortáveis ao procurar atendimento para queixas mamárias mais comumente associadas às mulheres. Isso leva a diagnósticos mais tardios de câncer avançado neste grupo. Em situações mais graves do câncer de mama masculino, é possível também ocorrer uma retração do mamilo, acompanhada ou não de sangue na região. Quando esses sinais são detectados, é imprescindível a pronta consulta médica para que o diagnóstico seja realizado, inclusive com a realização de uma biópsia e de exames de estadiamento da doença para se avaliar a extensão da mesma. Fonte: Dr. André Murad - Oncologista, oncogeneticista e diretor-executivo da Personal Oncologia de Precisão e Personalizada

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